Tradutório #1 | A propósito de Vida Simples e Decrescimento

Simplicidade Voluntária é um dos temas caros – ou para adoptar um registo diferente, mais valiosos – ao Colectivo. É nossa intenção traduzir e partilhar conteúdos que abordam esta temática, e o processo que inevitavelmente, talvez o possamos dizer, será necessário para conduzir a essa vida simples, a “good life” de que muitos autores falam: o decrescimento (económico).

Em jeito de aperitivo, quer para quem lê, quer para quem traduziu, escolhemos começar este “empreendimento” inesgotável com dois pequenos textos de Duane Elgin. São pequenos em tamanho comparado com o terceiro que temos em mãos de momento, de Samuel Alexander, mas parecem-nos excelentes pontos de partida para introduzir a ideia de “simplicidade voluntária” e preparar terreno para um melhor entendimento do que é o Decrescimento, e para o começarmos a encarar como um caminho não só possível mas também desejável.

Por mais discórdia, conflito e polémica que possa existir à volta da economia e da sustentabilidade, uma coisa é certa: crescimento infinito é incompatível com um planeta finito. Nem os economistas mais ortodoxos podem negar esta evidência. Uma das “falhas” que é muitas vezes apontada aos críticos do paradigma económico actual do crescimento a todo o custo, como única receita para o desenvolvimento, é a incapacidade de apresentar alternativas que nos pareçam viáveis, que se possam imaginar, que nos façam sonhar. É na imaginação e é como sonho que todas as mudanças começam, é na capacidade de criarmos imagens mentais duma realidade potencial mas inexistente: por isto, um dos contributos que queremos dar com o Colectivo Metamorfilia é precisamente o de estimular a imaginação, dando ferramentas para começarmos a ver uma luz ao fundo de um túnel que parece não ter fim. Sem perspectivas de futuro, não conseguimos imaginar, nem ansiar, e muito menos procurar concretizar um outro mundo, contar uma história diferente daquela de que fazemos parte hoje e cujo fim se adivinha pouco risonho.

Não nos vamos substituir aos textos que traduzimos, divagando sem fim nem rumo aqui. Os divaganços ficam para outras ocasiões, quem sabe na caixa de comentários aqui ou na nossa página no facebook, por exemplo. Esperamos que estes textos, mais do que darem respostas, suscitem muitas perguntas, em especial a nós próprios. O que pensamos quando pensamos em Decrescimento? E se pensarmos antes em Simplicidade Voluntária? E o que é para cada um de nós uma vida boa? Talvez este texto devesse ter começado por aqui, para que estas perguntas fossem colocadas antes de ler, e novamente depois de ler, estes dois textos de Duane Elgin. Entretanto, vamos tentar reunir num único artigo aqui no blog uma série de sugestões de leitura relacionadas com estes temas: uma espécie de empurrão gentil para fazerem a vossa própria pesquisa, uma busca em todos os sentidos do termo.

Duane Elgin_Simplicidade e Sacrifício

Equívocos Vida Simples_Duane Elgin

One thought on “Tradutório #1 | A propósito de Vida Simples e Decrescimento

  1. Pingback: Alimento para o cérebro #2 – Sugestões de Leitura “simples” | Colectivo Metamorfilia

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